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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Antes de ter um pet, tenha consciência.


Não vou falar sobre o assunto. Senão chego em casa à noite e vejo meu nome exposto na internet, sendo analisada. =O

Vou apenas deixar umas perguntas e falar da MINHA experiência.

Não precisam responder. São apenas para fazer a turma pensar...

1) Quais motivos levam uma pessoa a doar um pet -- seja gato, cachorro, papagaio?

2) Esse motivos justificam MESMO a doação?

3) Se eram motivos que já se sabiam existir... POR QUE comprou/adotou o animalzinho?

4) Após se livrar de um... Essa pessoa poderia pegar/comprar um outro por achar que o próximo não dará tanto trabalho?

Nem eu vou respondê-las. Como disse acima, vou falar de mim e do Rafa.

Larah (Pastor Alemão), displásica e companheira.
Nós SEMPRE soubemos os "problemas" que um cão pode trazer. O dinheiro com ração -- fazemos questão que seja de boa qualidade, ou seja, sai caro -- as despesas com vet e, quando ficam doentes, com os remédios. Fora coleiras anti-pulga, carrapato e frontlines da vida.

Como eu e Rafa não somos milionários -- ou ricos e deixando aos poucos até de ser classe-média média -- nossa grana não dá pra viajar, ter filhos e cães ao mesmo tempo. Fizemos opções.

Bom, ter filhos nunca foi, de fato, nossa opção mesmo. Não trocamos crianças por cães como muita gente que não saca nada do assunto pensa. Simplesmente não queríamos e estamos muito felizes assim. Os motivos, no momento, aqui irrelevantes.

Optamos em tirar cães de abrigos, ter uma Boxer, uma Border Collie, uma Pastor Alemão com displasia que provavelmente teria sido eutanasiada; e ajudar como podemos as ONGs que recolhem animais abandonados. Sabíamos que teríamos privações em viajar, conhecer Brasil e o mundo.

Jolie (SRD), carinhosa e protetora.
Essa foi a NOSSA opção, NÃO nos arrependemos e também NÃO criticamos quem não tem animais e opta pelo contrário.

Eu conheço casais que, por exemplo, não têm filhos, nunca tiveram e nem querem ter porque preferem apenas viajar, preferem não ter responsabilidades com outro ser vivo, seja animal ou humano, para conhecerem o mundo despreocupados.

Sempre tendo em mente que estou falando de pessoas SEM condições financeiras para ter os três juntos, ou até mesmo duas dessas situações!! Eu só posso UMA delas.

Cocota (SRD)... Bem, vocês conhecem a Cocota! *rs*
"E se você ficar doente? Não puder ter cão e tiver que doá-los?" Isso, então, é inimaginável. Eu com problemas de saúde só consigo pensar que meus melhores companheiros serão meus cães. Agora, LÓGICO, também não serei louca em arranjar um filhote se sei que não terei condições de EDUCÁ-LO -- o que é, na minha opinião, um dos maiores motivos de doação/abandono de cães, além de quando ficam idosos e doentes.

Tenho dez dogs. E os amo muito para dá-los a alguém, por mais que seja uma pessoa boa, para um lugar mais legal do que o meu, só porque mudei de ideia no meio do caminho e resolvi gastar minha grana pra viajar. Ou porque apareceu uma doença inesperada. Qualquer coisa, nada que um adestrador não resolva o problema. Basta amar seu dog. E querer.

Brisa (SRD) tem medo de homens. Mas o que o carinho e o amor não fazem...

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Fracos, Oprimidos e Preteridos pela "Ninhadinha"

Cacau, minha doce Labralata, achada com as duas irmãs
em uma caixa de papelão na estrada. NÃO estaria comigo
se eu tivesse "tirado uma ninhadinha" da Jolie... 
Acredito que todos que me conheçam, sem exceção, sabem da minha paixão pelos SRDs. Paixão, carinho, atenção, compaixão. E o quanto fico mal, triste, a ponto de mexer de forma indevida com o meu emocional, quando vejo um abandonado, doente, preso em lugares completamente sem a menor condição de higiene, sem a menor estrutura.

Fotos de cães na SUIPA, em CCZs são de cortar o coração, de fazer chorar, de colocar a gente pra pensar em como o ser humano pode fazer isso com seres que não têm como falar, se defender, pedir um copo d'água em um bar quando está com sede ficando a mercê da sorte de chover. 

Eu já estive na SUIPA. Há cães lá, com dois, três, quatro anos de idade, que NUNCA saíram pra passear, que vivem confinados em uma gaiola desde que nasceram. E isso porque eu não fui lá pra dentro, só vi os que estavam no "escritório" ali logo na entrada. Honestamente? Nunca mais. 

Abre parênteses.
NÃO sou contra canis. DE FORMA ALGUMA. Não sou o tipo de fissurada por SRDs que acha que os canis (sérios) têm que acabar. Acho que se alguém quer um cão específico para determinado propósito tem mais é que recorrer à canil mesmo. Eu mesma tenho uma Pastor Alemão (minha mãe sempre quis ter um "Policial" *rs*) e uma Boxer (raça preferida do Rafael, ele não vive sem um), além de uma Border Collie, a Sauza (fiquei fã da raça ao conhecê-la mais de perto e me ajudou a emagrecer). 
E nem contra cruzas de cães feitas por pessoas SÉRIAS, com a MESMA mentalidade e intenção dos canis SÉRIOS.
Fecha parênteses.

Voltando ao assunto original.

Jolie, SRD, quaaaase foi mamãe. SORTE que uma amiga
na época me alertou, me mostrou a realidade dos fatos.
Eu já quis fazer a ESTUPIDEZ de cruzar a Jolie, minha primeira SRD adotada junto com o Rafael. E não porque eu tinha para quem dar os filhotes. Eu ia FICAR com TODOS os que nascessem, não importasse o número. Legal, né?

Não, não é legal.

Porque se eu tivesse dado continuidade a essa ideia, HOJE eu NÃO teria pego a Sway no Clube das Mordidas, uma cachorra agitada e de difícil adoção; o Leão não estaria comigo; o Bono teria continuado no CCZ de Santa Cruz; a Cacau, que eu peguei com as irmãs em uma caixa de papelão na estrada pro meu antigo sítio, teria ficado na Penha e, muito provavelmente, de acordo com o que vi lá e ouvi dela, teria sido jogado na rua; a Larah, com sua displasia bilateral, já teria sido sacrificada pelo dono do "canil"; não teríamos comprado a Hope e nem a Sauza; e só Deus saberia aonde estariam Cocota e Brisa, esta última de adoção difícil pelo intenso medo dela -- não chegava perto das pessoas e, quando você tentava fazer carinho nela, fazia xixi.

A Jolie, pelo tamanho dela, teria uns... Cinco, seis filhotes.

Bono veio do CCZ de Santa Cruz. NÃO estaria conosco
se eu tivesse "tirado uma ninhadinha" da Jolie...
Bem, no lugar dos filhotes da Jolie que eu resolvi não ter, tirei das ruas e dos abrigos SEIS cães e ainda pude, de quebra, "salvar" a Larah, dar à ela condições excelentes de vida pr'uma Pastor com displasia bilateral grave.

Deu pra entender???

Não importa se a pessoa vai ficar com todos os filhotes ou tem para quem dar...

Essa pessoa, ou aquelas que receberão a cria do cachorrinho dela, podia tirar dos CCZs, da SUIPA, dos abrigos, das ruas, OUTROS cães, mesmo filhotes, DE LÁ!!! É questão de LÓGICA, de MATEMÁTICA!! Quanto MENOS cães são PRODUZIDOS, MAIS SAIRÃO dos abrigos!!

Bem, pra mim isso é um esquema óbvio...

Mas tem gente que não pensa assim e não posso forçá-las a pensar diferente. Já fui que nem elas, mas hoje a alegria de ter tirado das ruas seis cães diferentes e dar uma vida digna à Larah, me confortam mais do que ter "tirado uma ninhadinha" da Jolie.

Brisa e Cocota NÃO estariam comigo se eu tivesse
"tirado uma ninhadinha" da Jolie... Agility? Óbvio que não.
Sei que "cada pessoa pensa de uma forma" e que não existe certo ou errado...

Beleza. Porém pensem apenas na LÓGICA. Só isso. Pensem nos INÚMEROS cães e gatos que DEIXARAM de ser adotados, porque alguém quis tirar "um filhotinho" do "seu bebê" e deu os outros porque tinha pra quem dar... E essas pessoas podiam ter salvo os que estão lá, esperando, ao invés de aceitar os do amigo.

Só isso que eu peço. Que REFLITAM.

Se ainda assim quiserem "tirar uma ninhadinha" porque têm pra quem dar ou porque depois vai se virar... Tudo bem, respeito.

Mas não peçam para EU ajudar caso dê M ou se arrependam porque a pessoa lá desistiu ou acabou deixando o bichinho pra lá, não deu o cuidado que você ACHOU que daria.

E também essas pessoas não podem reclamar que têm muito cachorro pra ser adotado, que fulaninho podia ter adotado ao invés de ter comprado etc. Se a pessoa colocou mais cães no mundo, não tem porque chiar. Isso seria hipocrisia PURA.

Porque a minha parte, a de avisar, de mostrar, de deixar aqui registrado no blog, eu fiz.

"Você vai tirar uma ninhadinha do seu cão, ao invés de pedir as pessoas as
quais você vai doá-los que nos tire daqui? Por quê? Não servimos?" =(
Foto: Mauricio Martins.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Eliminado termina SIM as pistas! =D

ENFIM, pudemos completar as pistas no Campeonato Brasileiro, como muitos de nós desejamos, imploramos, discutimos, "brigamos". =)

Já crucifiquei, reclamei e escrevi aqui. Agora, lógico, hora do elogio por essa atitude maravilhosa e correta da Confederação Brasileira de Agility (CBA).

O "correta" falo por mim e acredito que por muita gente. Por que?

Gasto de R$ 500 a R$ 600 em uma viagem para um BR. SEMPRE. É grana para fazer muita coisa no meu sítio!!! Com três meses de BR, dá pra por grama na MINHA pista não-oficial de agility!! Aí chego em Sampa e acontece o que aconteceu com Cocota no Jumping 2 de sábado em Itu: eliminação no 2º obstáculo. Cara... Se tenho que sair da pista... Muito provavelmente nem apareço no domingo: vou conhecer a cidade com meu marido, minhas dogas, e fazer valer os meus gastos. E, depois, com a economia nos meses seguintes, faço o gramado da minha pista.

Mas pude terminar!!!! =) Eu estava comentando com algumas pessoas. O fato de eu poder terminar a pista com Cocotinha serve para eu EVOLUIR. Como? Posicionamentos de obstáculos que eu treino ou conduções diferentes aplico ali sob outra condição de local, ambiente etc. e vejo como me saio. Verifico o erro e treino na Brigada. Cocota tem dificuldade em condução por trás e eu em colocá-la em boca invertida: situações que vi quando ela JÁ estava eliminada! COMO eu perceberia a falta que o primeiro me faria e a necessidade de treinar mais o segundo se eu não pudesse continuar?? Sem falar que, já eliminada, arrisco conduções mais a frente, aonde vejo se daria ou não certo em uma situação que não me foi imposta em treino! Não esqueçam que treino, agora, UMA vez por semana, DUAS dogas. Não dá pra testar TUDO!

Isso sem ainda mencionar o ÂNIMO!! =D Nossa... MUITO melhor! Eu, pelo menos, fui eliminada e saí correndo como se nada tivesse acontecido! Minha doguinha mega-feliz, EU mega-feliz e pensando: "Isso aí!! Se for sempre assim, valerá cada viagem!". E, olha, não é só a MINHA opinião, de competidora. Uma amiga que revi após pouco mais de 30 anos achou um absurdo a ideia de "tirar os cachorrinhos da pista só porque erraram!" =) Segundo ela: "Pôxa, dá pena! A gente vendo daqui, vê o cachorro saindo e nem é culpa dele!". Ou seja, nós, humanos, ela não se importa! *rs*

O.k. No sábado, eu não sei exatamente o motivo, mas quaaaaaaaaase, por um triz, a categoria Iniciantes não precisou que acendêssemos tochas para terminarem suas pistas. O sol parecia dizer: "Vou ficar mais um tiquinho para ajudar essa galera!". Mas as nuvens não ajudaram... Apareceram e diminuíram mais ainda a luminosidade. Quase peguei a lanterna que temos no carro para dar uma força.

Digo que não sei o motivo porque não acredito que dupla alguma tenha ficado mais de 1 minuto e meio na pista. Mal ou bem, uma compensava a outra no tempo e, portanto, NÃO foi pelo término das pistas que houve o atraso. De acordo com um cálculo que eu havia feito -- que postarei aqui depois e até comentei com várias pessoas em Itu -- a prova terminaria às 17 horas e dei minutos de sobra para cada atividade, incluindo a montagem de OITO pistas, e não sete como foi, visto que uma era montada ANTES das 9 horas, horário de início das provas e do reconhecimento de pista do Jumping 3.

Enfim, voltando.

No domingo, pensei: "Muito provavelmente a CBA NÃO nos deixará completar as pistas e no dia que o Clube de Cãompo estará mais cheio!" Fiquei meio bolada, mas conformei-me.

Qual não fui minha surpresa quando ouvi anunciarem que poderíamos SIM completar as pistas!!

Porém, dessa vez, a correria que é imposta aos Iniciantes no fim de uma prova, foi imposta DESDE O INÍCIO em TODAS as categorias! É ISSO!!

Não, não acabou às 17 horas. *rs* Mas acabou um pouco mais cedo do que no sábado e dessa vez as nuvens deram uma trégua e não apareceram. O sol deu mais luminosidade mesmo já sendo quase 18 horas.

"Pôxa, então o que houve com seus cálculos, Vanessa?", vocês me perguntam. Olha, meus cálculos estavam certos! *rs* Mas TENHO CERTEZA que depois dessa atitude espetacular da CBA -- e acredito com muito saldo positivo -- a turma lá irá pensar no que fazer agora para ajustar isso sem prejudicar ninguém. =)

PARABÉNS!!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Terminar ou não a pista após a eliminação?

O assunto é polêmico. Mas eu sempre quis expor meu sentimento sobre isso, pois influencia muito no meu nervosismo pré-pista.

A ideia é sempre pregar que "agility is fun". Porém, divertir-se com seu cão fazendo agility é meio complicado pra mim quando implica que, no meio da brincadeira, eu preciso PARAR por conta de uma eliminação. Fico tensa, porque eu quero ver meu cachorro feliz pulando, entrando no túnel etc. Se eu PÁRO, ele PÁRA a brincadeira dele e acha que ELE fez algo errado, quando não fez -- quem fez errado FUI EU!

Posso estar enganada, mas tenho quase certeza que muita gente pensa assim e fica tensa pelo mesmo motivo: o receio de não poder terminar a pista por conta da eliminação. Talvez até diminuiria o índice de condutores saindo chateados em pista quando eliminados no meio ou, pior, no início da mesma. Pelo menos, um pouco menos chateados e brincando mais com os cães, os quais não têm culpa desse regulamento.

Não me preocupo com a eliminação... Minto, sim, me preocupo. Mas NÃO É ISSO que me deixa tensa, sério! É REALMENTE o fato de NÃO pode terminar a pista com minhas meninas e elas não sacarem! Acharem que estão sendo punidas por terem errado.

Cocota e Brisa por exemplo. São dogas que se eu páro no meio e saio com elas, brincando ou não, elas não sacam o porquê de estarem saindo da pista sem fazer os outros obstáculos. Já é complicado motivá-las em dia de sol quente. Tirando-as, principalmente logo no início, fazendo o correto na cabecinha delas -- embora EU tenha errado e causado a eliminação -- não deixa de ser uma punição para algo que elas não sabem o que é. Uma vez a Cóqui 'tava mega-desanimada, trotando. Até que fui eliminada porque troquei o obstáculo. Quando Cocota foi pro túnel -- já eliminada -- ela resolvei se animar e a correr. NESSE MOMENTO eu tive que tirá-la da pista... E aí? Isso é certo? Se eu pudesse terminar a pista, ela faria tudo correndo, feliz sem saber o que se passou e eu, com certeza, entraria mais up no Jumping -- por tabela, ela também!

Sauza, nem se fala. A cachorra é vidrada na pista, assim como muitos outros cães que conheço. Imagina eu começo uma pista e ela elimina no TERCEIRO obstáculo! Putz, a doga vai sair frustrada e só Deus sabe o quão mais ansiosa voltará na pista seguinte.

Em ambos os casos citados acima, lá se vai a parte FUN que tanto querem pregar. Cadê o FUN quando o cão sai da pista? Pro cão? Qual a graça de ele PARAR de se DIVERTIR??

Imagina uma criança brincando no parquinho e, de repente, a mãe PUXA a criança dali sem motivo algum aparente? Aí ela fica num banquinho vendo os outros brincarem. Daqui a pouco ela o leva pro carrossel e quando começa a rodar, o puxa de novo. Again, sem a criança entender o motivo. ISSO É FUN? Pra quem?

Incentivo? Desculpa, com todo respeito, mas pra euzinha aqui, ZERO!!! Fico preocupada só em pensar que viajei quilômetros -- ou para quem mora em Sampa, pagou inscrições -- para chegar lá e tirar minha Cocotinha, minha Bíbs ou minha Sauzitcha de pista, serem punidas em um momento que era para ser, como pretendem disseminar, BRINCADEIRA. Se a parada acontece depois de uns 12, 15 obstáculos, beleza. Mas, e se for no início? Não deixa de ser chato e frustrante. Para dono E CÃO. Falo de Sampa, porque aqui no Rio não temos esse problema. SEMPRE pudemos terminar as pistas e isso me deixa menos tensa. Sim, já me deixou mais, mas por inexperiência e tals. Hoje entro trank com minha Cóqui e Bíbs, pois não preciso me preocupar com o fator "sair da pista".

Bem, já li os seguinte argumentos sobre isso:

1) "A prova terminará muito tarde se todos puderem terminar as pistas" -- Bem, não se a prova começar CEDO. Eu digo, CEDO!! Tipo, 7h, 8h. Sim, eu sei. É CEDÍSSIMO!! Porém, como meu pai me ensinou, acho que é um provérbio chinês, "não existe duas vantagens em um mesmo negócio". Eu, mil vezes prefiro acordar cedérrimo a ver minhas dogas tendo que sair da pista, a não terminar a brincadeira, a fazer um agility pela metade ou nem mesmo chegar a isso. Em eventos internacionais, as provas começam por volta desse horário e são MUITO MAIS competidores mesmo em uma pista só.

2) "A pista demora muito a ser montada" -- Hoje em dia já li mensagens do pessoal da CBA pedindo para os árbitros entregarem suas pistas a fim de que os outros montem suas pistas com os obstáculos de zona de contato no mesmo local para a montagem do percurso não demorar. Então... Argumento derrubado! =)

3) "Não temos locais que possam proporcionar iluminação. Dependemos do sol" -- Bem, leia o número 1.

Na verdade só lembro esses argumentos... =/

Agora, ATENÇÃO!! O "terminar a pista" NÃO significa "fazer a pista toda". O.o Explico. Se o cão furar a "casa" (túnel fechado), NÃO será permitido VOLTAR para fazê-lo, senão realmente atrasa tudo! Como já é mais ou menos feito no Iniciantes. A ideia é simplesmente fechar a pista, como vi fazerem no Crufts, para parar o cronômetro.

Porque, vamos lá... SUPONDO que TODOS os inscritos consigam terminar as provas SEM eliminar. E aí? TODOS terminando a pista SEM eliminar o tempo seria IGUAL ou MAIOR do que sair fechando a pista mesmo SEM passar por todos os obstáculos!! Pois o 2º caso evita-se pivôs e comandos que tomam mais tempo do que fazendo tudo certinho. Enfim... Voltando... Se TODOS os inscritos terminam a pista SEM eliminar... Teremos um problema, certo? Porque NINGUÉM precisou sair da pista para a prova acabar mais rápido!! E aí? Como ficam os argumentos de luz etc.? O horário da prova é colocado contando com prováveis eliminações? =P Sim... Porque o correto é calcular o tempo de prova com TODOS completando as pistas e dando um desconto para refugos! E, aí então, ver a que horas a prova pode começar para que TODOS possam competir! Aí, caso a pessoa seja eliminada, ela PODE continuar a pista SEM treinar e vai até mais rápido do que se não fosse eliminada, pois não precisar voltar para refazer refugos etc.!! Ou seja, a prova acabaria MAIS CEDO do que o previsto e TODOS, condutores e DOGS, fechariam as pistas felizes!!! =D

Além disso... Pow... Nos Festivais da DW, nos Opens da Cãopetição, podemos terminar as pistas, seja o grau que for! E todo mundo sai feliz! "Ah, mas em ambos os casos são menos cães". Sim, mas começam MAIS TARDE do que o horário que propus acima para as competições oficiais e, portanto, proporcionalmente falando, dá no mesmo! =P

Complicado? Deixa um e-mail que explico de novo! =)

Abaixo, um exemplo de "agility is FUN" com a Lisa Frick e Hoss. No MUNDIAL. 'Tá, ela voltou para ele acertar o slalom, pelas "regras" daqui, com o objetivo de todos terminarem as pistas, não poderia consertar nada, mas... É a Lisa Frick, né? *rs*


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A polêmica das fantasias de Carnaval nos pets

Cocota e Brisa no frio de Junho, ano passado.
Eu não curto muito tópicos polêmicos, mas não resisti ao das fantasias / roupinhas porque cheguei a ser banida do Face de uma pessoa que NÃO soube me explicar o porquê de achar normal cobrir os cães em um calor miserável em um horário horrível, fazer os bichos aturarem barulhos ensurdecedores de bandinha e ainda provar pra mim que ADORAM isso.

Bem, Carnaval chegando em meio ao calor vulcânico do Rio e essa questão veio à tona com os  blocos que envolvem animais.

Eu sou da turma do "nem tanto, nem tão pouco". O que isso significa?

Cocota quentinha. =)
Bem, não coloco fantasias nas minhas dogas. Não porque não gosto ou acho humilhante ou isso ou aquilo. Pelo contrário, acho até bonitinho. Só não coloco. Ponto. Já coloquei bandana do Mengão e levo umas roupinhas de flanela para colocar na Cocota e na Brisa quando faz muito frio no sítio -- ao contrário dos que foram criados lá, elas não se adaptaram ao frio de 3º que costuma fazer na serra. Me dá dó ver as Piriguetes enroladas feito tatu-bola.

Ah!! E tanto acho bonitinho que a Brisa já colocou uma fantasia em uma Festa Junina light, temperatura amena, som trank. 'Taí, nesse dia achei tudo normal. É o "nem tanto".

A Juliana Morgado, do blog Contos de York, fez uma excelente colocação no Facebook ao comentar sobre o assunto: "Não sou contra as roupinhas/fantasias se usadas com BOM SENSO. Não vejo nada demais você por uma roupinha em um dog que está sentindo frio ou colocar uma fantasia nele para um concurso por um tempo CURTO. Fantasio minhas dogas (Lola, Flora e Pit Jr.); coloco a roupinha nelas SOMENTE para desfilar -- antes e depois elas ficam SEM roupinha. Sou contra, SIM, você deixar um dog com roupinha / fantasia por muito tempo em um calor de 40º!"

E sou DEFINITIVAMENTE CONTRA som ALTO nos ouvidos deles. Ou seja, essa coisa de fantasiar cachorro, após uma tarde quentíssima com marchinhas de Carnaval nos tímpanos caninos... Absurdo na minha concepção.

Você quer mesmo me convencer que esse dois dogs
estão FELIZES?? Fala sério...
Como mencionei no início do post, recentemente fui BANIDA por um usuário porque fui contra o bloco de rua canino que ele estava organizando. Embora tenha achado o gesto infantil, pois a princípio ele parece ser um político e censura deveria ser algo que teria que abominar, o cara tem todo o direito de banir quem discorda dele no Facebook. Afinal, ninguém precisa abrir sua página de atualizações e dar de cara com uma crítica em um lugar que você quer ler apenas coisas maneiras e que te fazem bem. Mas, enfim... Nada me impede também de achar o gesto infantil demais por ser quem é e pelo motivo que foi. Porque ao invés de ele contra-argumentar, optou em me banir. Prático, porém não provou o ponto de vista dele explicando o porquê não tinha nada demais levar cães às 17 horas, quando as ruas e calçadas ainda estão pelando devido ao sol escaldante que queimou o asfalto e o próprio ainda paira no céu no verdadeiro horário de 16 horas. Ou seja, MUITO quente MESMO!! E de nada adianta sapatinho no pobre do cachorro. Só fica MAIS quente AINDA! Palhaçada.

sábado, 27 de agosto de 2011

Quais as diferenças?

Uma vez eu e Adalgisa trocávamos ideias sobre o treinamento de nossos cães. Ela tem experiência com Border Collie, o Dylon, e eu com não-Borders, Cocota e Brisa, ambas SRDs; e comentávamos uma com a outra nossas dificuldades... Ela com um cão não-Border, o Johnny, um Golden Retriever, e eu com uma Border, a Sauza.

Eu dizia que eu estou muito satisfeita em ter um Border -- aprende mais rápido, tem mais vontade de trabalhar, no caso, fazer agility, entre outros benefícios muito maneiros -- mas eu tinha dificuldades justamente por conta dessa rapidez e da independência da Sauza. É um cão com um temperamento peculiar e eu tinha que me adaptar a isso.

Em contrapartida, Adalgisa comentava comigo sobre as dificuldades em justamente no oposto; ensinar ao Johnny, principalmente o slalom, "O Dylon pegava tudo MUITO rápido! 'Tô estranhando com o Johnny!".

E ela sugeriu  o post sobre analisar as vantagens e desvantagens em começar no esporte com um cão de qualquer raça menos Border Collie e depois partir pra eles e começar com Border e, depois, treinar outra raça.

Eu, particularmente, só posso falar de um lado e, assim mesmo, acho que é algo muito pessoal pois depende até das características do cão que você teve antes de passar pr'um Border.

Cocota e Brisa, por exemplo, até são consideradas rápidas. Mas eu ainda consigo alcançá-las em determinados pontos-chaves de uma pista para não ser eliminada ou ter um refugo. Elas também meio que respodem no momento que eu grito *rs*, não são tão independentes, preciso conduzir de perto e isso me ajuda a fechar o percurso com elas, zeradas ou não.

Apesar de a condução de cada uma ter algumas diferenças, não é nada que me dê dificuldades. E elas são calmas.

A Sauza me dá a sensação que me pede para mostrar logo o que tem que ser feito senão ela vai aonde acha que é o correto ou voa pra cima de mim. Fica ansiosa na pista, quer logo fazer o obstáculo... Parece que EU atrapalho ela! Corre demais, não consigo às vezes alcançá-la para determinado ponto da pista, o que faz o Giovanni me ajudar em outro caminho para a condução. E se viro o ombro 5 graus a menos ou levanto o braço 2 cm a mais ela já muda de direção, sem tempo de volta.

E, realmente, a velocidade de aprendizado do Border me choca. Não que Cocota e Brisa tenham demorado dias, meses. Mas o que Sauza aprende em, sei lá, dois minutos, minhas SRDs aprenderam em sete.

Esse temperamento do Border eu não 'tô acostumada. *rs* Essa adaptação 'tá me arrancando o couro nos treinos e me fazendo suar!! =P

O que me facilita? O fato de eu já conhecer alguns comandos, de ter uma base de condução. Quando o Giovanni me pede para fazer um exercício com a Sauza, eu já sei mais ou menos o movimento, o caminho. Os erros acontecem, mas talvez com menos frequência do que aconteceram com Cocota e mais rápidos de serem entendidos e consertados porque apesar da Border ser zerada, ela está com uma pessoa que já tem uma ideia do que vai acontecer. Agora é questão de timing e da Sauza aprender o que os comandos significam.

Na verdade, eu acho que as vantagens e desvantagens são basicamente as mesmas...

Eu acho -- ACHO! -- que quem começa com um Border e depois treina uma outra raça só precisa ter um pouco mais de paciência... Porque a adaptação de condução, timing e tals, vale para QUALQUER 2º, 3º, 4º cão que venha a ter de QUALQUER raça.

Sei lá... Alguma opinião?