Estou naqueles momentos que volta e meia alguém passa: o de dar um tempo do ambiente do agility. Como gosto muito do esporte e a Sauza ama fazer -- a Cocota ama pela comida -- não largo completamente, ficando apenas com frisbee ou show dog. Sem mencionar que já paguei por obstáculos, então não tenho porque deixar agora isso pra trás.
Essas fases são chatas e vêm marcadas por fatos igualmente chatos. Coisas que você ouve, lê, percebe. Dá aquela sensação de que o navio afundou, os mais fortes e os mais influentes se salvaram e você ficou ali, à deriva, ninguém te disse o que era pra fazer direito e, por isso, acabou ali, mesmo depois de ter corrido pelo navio, procurado orientação, feito amizade com pessoas que diriam que estariam sempre do seu lado, se esforçado para se manter forte e para agradar a quem você achava que merecia sua paciência, tempo e atenção.
Não é segredo pra ninguém como sou sensível. Não escondo isso e não vejo motivos para esconder. Às vezes, para poupar mais desentendimentos entre e com outras pessoas ou evitar mais confusões, eu até guardo as barbaridades que fazem comigo pra mim mesma ou apenas comento com quem me é MUITO próximo e/ou sofreu a situação junto comigo. E guardamos pra nós -- embora dê MUITA vontade de explanar a sacanagem que foi feita. E acho até que várias pessoas se sintam dessa forma: com vontade de botar a boca no trombone.
Eu queria ser mais
cool. Queria poder ignorar as palhaçadas que fazem comigo -- às vezes até com os outros, porque muitas vezes não me importa se eu estava no meio, fico P com as atitudes e a cara-de-pau -- e sair me divertindo com minhas dogas deixando tudo pra lá. Mas eu sou do tipo que acho as coisas absurdas e não consigo me acalmar e ver aquilo sem, no mínimo, uma ponta de revolta. Para não ter as veias pululando (gosto dessa palavra) no meu pescoço, aumentar a quantidade de fios de cabelo branco e o risco de um enfarto, opto em sair de cena. Preciso de um tempo. Assim sou eu.
E assim como todos volta e meia clamam que gostam de ser respeitados, eu também gosto. Nunca dei a ninguém o direito de falar de minha pessoa no Facebook, usar o meu NOME para fazer uma avaliação psicológica da minha pessoa -- com o que me magoo, se sei ou não aceitar críticas etc. E, a partir do momento que meu NOME estava ali, no aberto, eu acho que tenho o DIREITO de pedir para que ele não apareça novamente, certo? Errado. Por incrível que pareça, a errada era eu. Mesmo tendo feito esse pedido de forma particular, ou seja, sem expor a outra pessoa.
E cria-se o "climão"; o famigerado, desagradável, "climão". ODEIO climão. Acredito que ninguém goste. É aquela situação em que você fica tenso o tempo todo. Na verdade, até as pessoas em volta ficam tensas, mesmo que um tiquinho. Porque não se sabe como agir e o "ignorar", na verdade, é um processo falso de evitar o "climão". Todos ignoram, mas lá no fundo, sabe-se que há o incômodo "climão". O próprio gesto de ignorar tudo é uma deixa de que há o "climão". Engraçado que o "climão" fica até no Facebook...
Voltemos ao exemplo do náufrago. Lá, perdida, confusa, sem saber exatamente o que fazer a não ser nadar, nadar muito, até chegar a uma ilha. De preferência, habitável (sem ser por zumbis, Val, não me venha com ideias, é para melhorar, e não piorar!). Ou seja, mais uma vez preciso organizar meus pensamentos, pensar em como sair dessa, acalmar meus sentimentos e tals.
Não falo apenas do último acontecimento. Na verdade, nos últimos três meses um turbilhão de coisas aconteceu: histórias mal contadas aonde EU que me estrepei e, graças a Deus, não me trouxe prejuízos maiores; trairagens; falta de consideração; falta de apoio de onde eu esperava; surpresas desagradáveis aonde eu tentei ignorar mas fui ignorada. E por aí vai.
Sempre procurei ser honesta com todos aqui. Sempre procurei agradar, fazer as coisas de forma correta. Sempre dou força, elogio, não gosto de ver ninguém mal. E quando nos meus momentos de destempero ofendi alguém -- sou humana, erro como qualquer um -- me arrependo. Porém já tive a humildade de pedir desculpas, inclusive. E, quando não peço, é porque a vergonha foi tanta que procuro apenas compensar fazendo coisas que tentam minimizar o mal estar que criei.
Ainda não vi fazerem isso comigo. Minto. SÓ uma. Assim como exemplifiquei acima, não houve um pedido oficial de desculpas, mas as atitudes dela mudaram -- E MUITO -- comigo. Numa de "olha, 'tá certo, agi errado daquela vez, tu é sensível pacas, falei da forma errada". E tudo voltou a ficar bem.
Mas, algumas pessoas simplesmente não têm essa humildade, não percebem, passam por cima de mim -- e quem sabe de outros -- como um trator; preferem continuar se achando o máximo e me achar uma desequilibrada ou me deixar pra lá -- afinal de contas, não sou ninguém -- mesmo sabendo que houve o vacilo por parte delas. Beleza. Vivendo e aprendendo. Que seja.
E eu fico muitas vezes aqui, que nem uma boba tentando entender, consertar. Bem, como uma amiga dos States postou no Face...
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"Talvez não seja sempre sobre tentar consertar o que está quebrado.
Talvez seja sobre começar de novo e criar algo melhor". |
Então... Talvez não seja sobre eu insistir em ficar por aqui, martelando sempre no mesmo lugar para consertar as coisas e ainda assim acabar me machucando...
Talvez eu tenha mesmo que sair fora e começar algo novo para parar de me ferir e melhorar as coisas na minha vida.
Nota pós-13h15: Essa imagem/frase foi postada no Face e me identifiquei.